terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Avaliando funcionários

Como é que avaliam pessoas?

Deixe-me perguntar novamente: como se avaliam pessoas?

A resposta é fácil: Pessoas não podem ser avaliadas (no sentido asserivo da palavra). Pessoas são pessoas, cada uma com sua independência, sua forma de pensar, seus gostos, suas crises, seus problemas, suas virtudes. Você nunca avalia pessoas, você, na verdade, avalia o desempenho de uma pessoa para uma certa atividade, frente a um padreão que você tem como ideal de desempenho.

Você avalia a performance (desempenho) de alguém em relação a objetivos e expectativas. É assim.

Então, primeira conclusão: se para cada funcionário seu (ou ao menos aqueles com atividades que são muito importantes para a empresa) se você não sabe qual deveria ser sua performance, ou seus objetivos, então você não pode avaliar. Se assim você estiver, todas as suas avaliações de desempenho de funcionários serão falhas, serão subjetivas, e serão baseadas somente em seu ego.

Porém, como você pretende administrar bem o seu negócio, seja ela pequenino ou médio, você deve preparar e comunicar aos funcionários o que você espera deles.

Como se comunica o que se espera deles? Primeiro você precisa pensar e escrever o que espera de cada funcionário especificamente (exemplo: atender o cliente com um sorriso no rosto, ou vender 3 enciclopédias por dia). Você precisa descrever o que espera de forma bem específica, e sem usar adjetivos (do tipo: quero que você atenda bem ao telefone, espero que você venha CEDO para o trabalho). Você precisa dizer exatamente o que quer (exemplo: quero que você atenda ao telefone antes do terceiro toque, ou quero que você chegue às 8h00 todos os dias).

A partir de então você pode acompanhar o desempenho de seu funcionário contra o que espera dele.

Você vai se deparar com três situações: o desempenho é baixo do que se espera e não pode ser melhorado, o desempenho é razoável e pode ser melhorado ou o resultado é bom (espertinho, né? tipo, ou dá coluna 2, ou coluna 1 ou coluna do meio...hehehe).

Nas condições de baixo desempenho você precisa fazer com que o funcionário melhore dando a ele mais ferramentas de trabalho, mais treinamento, mais acompanhamento, mais conselhos. Quando o desempenho é bom, você deve deixar o funcionário saber disto (se não falar, o funcionário nunca saberá se está bem e pode até reduzir seu desempenho).

As teorias de Jack Welch (o famoso ex-presidente da G.E.) sobre desempenho de funcionários também são interessantes: Ele basicamente diz que 20% de seus funcionários será brilhante e se sairá muito bem (a estes você deve reconhecer, inclusive com dinheiro), 70% se sairá razoavelmente bem, como esperado (a estes você deve continuar treinando) e 10% se sairá muito mal (a estes você deve trocar).

Demitir alguém é sempre uma tarefa difícil. Quero que você se lembre que, se tratar a pessoa com dignidade, e após diversas vezes ter mostrado que os resultados dela não são como o esperado, provavelmente a própria pessoa a ser trocada percebará que não tem o "talento" e habilidades para a tarefa e deixe a empresa ainda como um amigo.

Você encontrará milhares (realmente) de bons livros para ler sobre adminstração de pessoal.

Eu prefiro uma avaliação simples e direta, baseada no seguinte:

CHAE

C = conhecimentos (conhecimento formal da pessoa sobre suas funções).
H = habilidades (capacidade da pessoa para fazer coisas que são difíceis de medir mas ajudam no desempenho)
A = atitude (positiva, negativa, pró-atividade, etc)
E = energia (nível de energia que a pessoa coloca em bem desempenhar suas funções)

Não se engane com uma coisinha simples: Uma pessoa sem conhecimentos pode ser ensinada e treinada, uma pessoa com poucas habilidades pode melhorar, uma pessoa com baixa energia pode receber apoio para se esforçar mais, porém, uma pessoa com ATITUDE ruim pode nunca mudar. Exemplo: Um vendedor que tira sarro de seus colegas que vendem menos pode ser destrutivo para a equipe.

Um funcionário com atitudes ruins afeta toda a equipe. O que é uma atitude ruim? É uma atitude proposital, mal-intensionada, contra outra pessoa ou o grupo (pense na diferença entre mal-intensionado e errado, elas não são iguais...).

Mesmo se um de seus vendedores bater as metas de vendas todos os meses, este vendedor pode ter que ser substituído se tiver atitudes que prejudiquem seu grupo.

Também saiba que pessoas, quando trabalham em grupo, podem agir de maneira diferente daquela de quando estão sozinhas. Nós humanos adoramos nos sentir parte de um grupo, e podemos fazer coisas que às vezes não faríamos se não estivéssemos em um certo grupo.

Em nosso curso de administração de pequenos negócios, mostrarei a você como contratar, avaliar e treinar pessoas, de tal forma que sua equipe forme a sétima, e fundamental, essência de seu negócio.

Abraço,

Felipe

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