terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Concorrentes

Olá,

Vamos falar sobre nosso principal inimigo: o concorrente.

Perguntaram um dia ao Joãozinho o que ele queria ser quando crescesse, e ele respondeu: quero ser soldado! A isto rapidamente lhe comentaram: mas João zinho, o inimigo pode vir e te matar na guerra! E o Joãozinho então de pronto respondeu: ah! então quero ser o inimigo!!

E você, quer ser o seu concorrente? tenho uma pésima notícia: não vai dar... infelizmente não.

Também não inventamos leitores de mente ainda para sabermos tudo sobre nossos concorrentes, suas estratégias e como eles pensam. Podemos no máximo é tentar copiar...

Mas lhe digo mais: nada é mais medíocre do que copiar um concorrente. Isso degrada nossa capacidade de fazer bem alguma coisa, de sermos nós mesmos.

Ainda pior: não podemos tirar da cabeça de nossos concorrentes o que eles sabem fazer de bom.. só podemos olhar e nos maravilhar... Nossa, como meu concorrente tem uma vitrine bonita! Nossa, como meu concorrente trata bem seus clientes! Nossa, como meu concorrente atende bem o telefone!...

A estratégia correta é então abandonar o ataque aos pontos fortes de uma concorrente, e atacar seus pontos fracos.

Se o concorrente for perfeito, não tendo pontos fracos, aceite o conselho do bom general: evite a guerra...

Porém, ao fazer algo bom, em geral não podemos fazer tudo perfeito, e deixamos falhas pelo caminho (é por isto, no final das contas, que as empresas precisam escolher o que farão de bom na sociedade, ter metas, visão, missão...).

Estude seu concorrente e ataque seus pontos fracos. Se ele tem mau atendimento, faça melhor. Se ele não tem entrega em domicílio, tenha você. Se ele não tem a vitrine bonita, tenha você.

Ao nos diferenciarmos de nossos concorrentes criamos vantagens.

Se copiamos nosso concorrente não criamos nada. Somente copie seu inimigo em duas ocasiões: se ele tiver descoberto um novo mercado (do qual se você ficar de fora perderá vendas) ou quando copiar o inimigo é o que você faz (algumas empresas copiam tudo e não criam nada). Neste último caso você não deve reclamar da sorte de ser conhecido como "um copiador".

A vantagem mais difícil de ser copiada é o nível de treinamento que você dá aos seus funcionários. Se eles são bons no que fazem, e prestam excelente serviço ao cliente, eles terão que ser roubados por seu concorrente. É muito difícil copiar o que é intangível... Exemplo: Você dá prazos maiores aos seus clientes (tangível), então seu concorrente pode fazer igual. Você dá assistência técnica de primeira aos seus clientes? Como o concorrente vai copiar?

Ainda: Concorrentes não são somente aqueles negócios no mesmo ramo que o seu.

Concorrente é tudo o que pode afastar seu cliente de você.

Então, se você tem um bar, o outro bar da esquina é um concorrente, mas o telefone celular pré-pago também, pois se o seu cliente comprar créditos para o celular não terá dinheiro para vir tomar a cerveja no seu bar.

Desta maneira: concorrente é qualquer outro negócio que lhe "roubou" um potencial cliente. Os concorrentes locais e mais próximos de você são, na prática, mais problemáticos e podem lhe tirar mais clientes. Estude os pontos fracos destes primeiro.

Então, nosso segundo conceito aqui é: Ofereça o melhor serviço possível para seu cliente quando ele está com dinheiro, e preferencialmente perto de você.

Você pensava que era só por acaso que lhe oferecem para carregar o celular no caixa do supermercado? Não, Você só passa no caixa depois de ter feito suas compras. E, já que você está no supermercado, porque eles não lucrariam também vendendo créditos para celular?

Pense nisso: veja seus concorrentes como patinhos passando pelo tiro-ao-alvo, e pense como acertá-los. Para mim, funciona.

Abraços,

Felipe

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